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segunda-feira, 30 de julho de 2007
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Parabéns, Abel Barbosa!
Há uma frase popular que afirma que o brasileiro tem memória curta. E essa parece ser uma grande verdade, especialmente na política.Quantos são os casos de senadores, deputados, até presidentes da República, que são pegos com a boca na botija, renunciam para não perder o espaço e rapidinho são reeleitos e retornam à cena política e são tratados com fidalguia como se nada tivesse acontecido.
O inverso, infelizmente, também é verdadeiro. Pessoas que se doaram a vida inteira por um ideal, por uma causa, e acabam seus dias de vida esquecidos nos asilos, nas periferias da cidade como se o seu passado não tivesse nenhuma importância para o sucesso que se vive no presente e a expectativa de mais desenvolvimento num futuro breve e promissor.
Assim tem sido com Abel Barbosa e Silva(foto) que, aos 79 anos, doente, vive abandonado pelos amigos oportunistas de então a quem tanto ajudou outrora.
De vez em quando alguém se apresenta com convite de última hora, quase sempre, para que ele participe de uma ou outra solenidade ou receba uma homenagem tardia. Magoado, entristecido e até constrangido com essas “lembranças”, que soam mecânicas, frias, e não têm levado em conta seus problemas de saúde, sua vida humilde e solitária, morando em um casebre de aluguel, sem eira nem beira, num lugar que já se chamou Barreira do Inferno e hoje se chama Jardim Esperança (apenas palavras irreais), na última rua da cidade.
Abel Barbosa, vereador por 4 anos na Câmara Municipal de Glória onde brigou valentemente para ver aprovado o seu projeto de emancipação política de Paulo Afonso, hoje município quase cinqüentenário com mais de 100 mil habitantes.
Abel Barbosa, várias vezes Presidente da Câmara de Vereadores que diz ter sido aprovado para ele um título de Cidadão de Paulo Afonso que ninguém sabe, ninguém viu e ele nunca recebeu. Ali, esteve por 20 anos, em cinco mandatos.
Abel Barbosa que foi prefeito de Paulo Afonso por quase 8 anos e que escolheu Paulo Afonso para viver e aqui mora há mais de 58 anos.
Com esse cirrículum (e muito mais que nem cabe nesse jornal inteiro), ele vive sozinho, rodeado de livros antigos que já releu tantas vezes, abandonado pelos que se diziam seus amigos, hoje ricos, importantes, grávidos do poder, rodeados do luxo passageiro.
No mês do aniversário do município a que deu vida, Abel Barbosa, na última rua da periferia, jornal na mão, olhos e ouvidos na TV, chora copiosamente, sozinho, a morte do amigo ACM, que o fez prefeito e o ajudou imensamente enquanto estava, ele também, no poder, festejado com os falsos aplausos dessa sociedade hipócrita.
No aniversário de Paulo Afonso, eu quero aplaudir, com sinceridade, o seu criador, Abel Barbosa. E gostaria que todos os 102 mil moradores deste município fizessem coro comigo nesses aplausos duradouros. E que, nesse momento de reflexão todos lembrassem que a vida é apenas um sopro e que a maior de todas as virtudes é a gratidão, o reconhecimento, a valorização do ser humano.
Parabéns Paulo Afonso, também! Mas, principalmente, Parabéns, Abel Barbosa, pelo aniversário, dia 3 de junho e pela emancipação política de Paulo Afonso!
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